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Scott Farquhar
#315

Scott Farquhar

Origem da fortuna: Software

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Módulos

Biografia

Scott Farquhar é cofundador da empresa de software de colaboração Atlassian, com sede em Sydney, Austrália.

Ele e o CEO Mike Cannon-Brookes começaram a empresa logo após se formar na faculdade, financiando-a com cartões de crédito.

A lista de clientes da Atlassian inclui a gigante Costco e a companhia aérea americana Delta.

A Atlassian é co-fundadora do Juramento 1%, que insta as empresas a doar pelo menos 1% do capital próprio, tempo de empregado ou produtos para caridade.

Ele se demitiu como co-CEO em setembro de 2024 para passar mais tempo com sua família e para perseguir atividades filantrópicas. Continua como membro do conselho e conselheiro.

Ativos Financeiros

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A grande mentira das megafortunas: O caso de Scott Farquhar

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Scott Farquhar, vinculada a Tecnologia e 'Software', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 79 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 5.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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