Scott Crabill
Origem da fortuna: Capital próprio
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Biografia
Scott Crabill é um sócio-gerente da empresa de capital privado Thoma Bravo, focada em software, que está entre os maiores investidores do mundo.
A empresa, com ativos de $181 bilhões, foi formada em 2008, quando Orlando Bravo e Carl Thoma se separaram do sócio Brian Cressey, que estava focado em negócios de saúde.
Crabill, que detém um MBA de Stanford, liderou o primeiro investimento de software da empresa, desempenhando um papel fundamental em sua evolução como especialista em compra de software
Ele se juntou a Thoma Bravo em 2002, depois de ficar na Summit Partners e Hewlett-Packard.
Sua fundação familiar apoia a saúde, a educação e as artes em São Francisco e sua cidade natal de Springfield Ohio.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Scott Crabill
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Scott Crabill, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Capital próprio', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 35 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.