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#1904

Ruslan Rahimkulov

Origem da fortuna: diversificada

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Biografia

Ruslan Rahimkulov e seu irmão mais velho, Timur, tornaram-se bilionários depois de herdarem a fortuna de seu pai, Megdet, que liderou o escritório húngaro do gigante gás russo Gazprom no início dos anos 90.

Megdet Rahimkulov tornou-se CEO e co-proprietário de uma joint venture entre a Gazprom e a MOL de petróleo e gás da Hungria em meados da década de 1990.

O antigo Rahimkulov também dirigiu o AEB, um banco húngaro que a Gazprom comprou para processar pagamentos de seus clientes locais que mais tarde comprou da Gazprom.

Ao mesmo tempo, começou a comprar ações da MOL e da OTP, o maior banco da Hungria.

Os irmãos, ambos na Hungria, herdaram a riqueza em 2020 e começaram a diversificar-se em outros bens, incluindo imóveis.

Ativos Financeiros

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A grande mentira das megafortunas: O caso de Ruslan Rahimkulov

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Ruslan Rahimkulov, vinculada a Diversificado e 'diversificada', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 16 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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