Ronald Lauder
Origem da fortuna: Estee Lauder
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Biografia
Ronald Lauder é o filho mais novo de Maven Estée Lauder, que fundou sua empresa de beleza em 1946.
Tornou-se presidente da Clinique Laboratories em 1994 e ainda hoje ocupa essa posição.
Lauder passou quase 50 anos como membro do conselho. Ele saiu em 2009, mas foi reeleito para o conselho em 2016 e se aposentou em 2025.
O presidente do Congresso Judaico Mundial e um doador de Trump, Lauder informou informalmente a Casa Branca sobre Israel.
Lauder serviu como vice-secretário de defesa para assuntos da OTAN de 1983 a 1986 e foi embaixador na Áustria por um ano.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Ronald Lauder
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Ronald Lauder, vinculada a Moda e Varejo e 'Estee Lauder', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 35 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.