Robert Johnson
Origem da fortuna: Televisão de entretenimento preto
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Biografia
Robert L. Johnson fez história lançando Black Entertainment Television (BET) em 1980.
A BET tornou-se a primeira empresa detida pelos negros a negociar na Bolsa de Valores de Nova Iorque a partir de 1991.
Johnson, que co-fundava a BET com sua ex-esposa Sheila Johnson, tomou a BET privada em uma avaliação de US $ 1,3 bilhões em 1998, em seguida, capotou três anos depois para Viacom por US $ 3 bilhões.
Ele liderou um grupo que pagou US$ 300 milhões pela equipe de expansão Charlotte Bobcats (agora Hornets) da NBA em 2003. Ele vendeu sua participação majoritária para Michael Jordan em 2010.
Hoje, suas empresas RLJ abrange private equity, auto concessionários e RLJ Lodging Trust, um hotel de capital aberto REIT.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Robert Johnson
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Robert Johnson, vinculada a Mídia e Entretenimento e 'Televisão de entretenimento preto', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 7 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.