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Biografia
Em 2020, Robert Duggan investiu 63 milhões de dólares na Summit Therapeutics, listada na Nasdaq, e tornou-se seu Co-CEO, liderando a biotecnologia no desenvolvimento de terapias oncológicas direcionadas para diagnósticos difíceis.
A droga do câncer dos farmacêuticos Imbruvica fez de Duggan um bilionário em 2013 e abriu o caminho para a venda de 21 bilhões de dólares da empresa à AbbVie em 2015.
Duggan, cujo filho morreu de câncer de cérebro, tornou-se apaixonado pelo câncer da Pharmacíclica combatendo drogas e investiu pela primeira vez em 2004.
Seu entusiasmo para investir começou quatro décadas antes em uma classe de finanças corporativas que ele tomou na Universidade da Califórnia em Santa Barbara.
Em 2020, Duggan comprou 63 milhões de ações na Summit Therapeutics, uma pequena empresa de biotecnologia, e tornou-se seu CEO.
Duggan também está na diretoria da Pulse Biosciences, da qual é o maior acionista individual.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Robert Duggan
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Robert Duggan, vinculada a Saúde e 'Medicamentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 79 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 5.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.