Richard Livingstone
Origem da fortuna: Imobiliária
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Biografia
Richard Livingstone, com seu irmão bilionário Ian, possui propriedades em Londres, incluindo lojas de luxo, hotéis chiques e apartamentos de Tony.
Entre seus projetos de assinatura está o Panamá Pacifico, uma cidade mestra planejada que estão desenvolvendo no Panamá com o bilionário colombiano Jaime Gilinski Bacal.
Quando terminar, o Panamá Pacifico incluirá 20.000 propriedades residenciais, parques industriais e varejo e espaço comercial.
Sua empresa imobiliária London & Regional opera hotéis em L.A., Las Vegas e Miami.
A empresa também é aproveitada para revitalizar Albert Island, um local de 25 hectares entre Royal Docks de Londres e o rio Thames, em um desenvolvimento de uso misto.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Richard Livingstone
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Richard Livingstone, vinculada a Imobiliário e 'Imobiliária', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 38 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.4 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.