R. Budi Hartono
Origem da fortuna: Banca, tabaco
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Biografia
R. Budi Hartono e seu irmão, Michael (cuja fortuna está listada separadamente), estão entre os mais ricos da Indonésia. Eles obtêm a maior parte de sua fortuna de seu investimento no Banco Central da Ásia.
Os Hartonos compraram uma participação na BCA, depois que outra família rica, os Salims, perdeu o controle do banco durante a crise econômica asiática 1997-1998.
A família ficou rica em tabaco e ainda é uma das maiores fabricantes de cigarros de cravo da nação.
No que foi o segundo maior IPO da Indonésia de 2022, os irmãos listaram a Global Digital Niaga, que possui a gigante do comércio eletrônico Blibli, arrecadando $510 milhões.
As propriedades familiares também incluem imóveis de primeira linha em Jacarta e a popular marca de eletrônicos Polytron, que entrou no negócio da EV em sua casa em 2025 com o lançamento de dois modelos de carros elétricos.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de R. Budi Hartono
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de R. Budi Hartono, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Banca, tabaco', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 114 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 7.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.