Prince Alwaleed Bin Talal Alsaud
Origem da fortuna: investimentos
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Biografia
O investidor saudita Prince Alwaleed bin Talal possui participações em várias empresas de alto nível, como a cadeia hoteleira Four Seasons via Kingdom Holding, listada pela Arábia Saudita.
A Kingdom Holding anunciou em 2022 que o Fundo de Investimento Público do governo saudita comprou uma participação de quase 16,9% da Alwaleed por 1,6 bilhões de dólares.
Pessoalmente e através da Kingdom Holding, a Alwaleed investiu tanto em X (antigamente Twitter) como na empresa relacionada com Elon Musk, xAI.
Fora da Kingdom Holding, ele possui imóveis na Arábia Saudita, cinema em língua árabe e empresa de música Rotana e uma participação estimada em 1,5% na empresa de mídia social Snap.
A Forbes retirou Alwaleed e outros bilionários sauditas da lista em 2018 após a detenção de Alwaleed e outros meses de 2017 pelo governo saudita.
Em 2025, Forbes decidiu incluir Alwaleed e outros sauditas na lista anual de bilionários novamente.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Prince Alwaleed Bin Talal Alsaud
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Prince Alwaleed Bin Talal Alsaud, vinculada a Finanças e Investimentos e 'investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 156 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 10.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.