Paul Fireman
Origem da fortuna: Reebok
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Biografia
Paul Fireman comprou os direitos de distribuição dos EUA para uma empresa britânica em 1979, transformou-o em Reebok e montou a mania de tênis & aeróbica nos anos 80.
Nike avançou no início dos anos 1990, e os acionistas exigiram que o bombeiro desistisse em 1996, o que ele eventualmente fez.
Fireman retornou em 1999 e reviveu o negócio antes de vendê-lo a Adidas por $3,8 bilhões em 2005, um acordo que lhe valeu $600 milhões.
O bombeiro possui o Campo Nacional de Golfe Liberty, um clube de campo de 250 milhões de dólares construído num aterro de Nova Jersey com vista para a Estátua da Liberdade.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Paul Fireman
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Paul Fireman, vinculada a Moda e Varejo e 'Reebok', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 11 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.