Patrick Ryan
Origem da fortuna: Seguros
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Biografia
Patrick Ryan é fundador e presidente executivo da Ryan Specialty Holdings, uma corretora por atacado e empresa de seguros especializados.
A sua primeira corretagem, Ryan Insurance, fundiu-se com a Combinated Insurance em 1982 para formar Aon, uma das maiores empresas de seguros hoje.
Ele deixou Aon em 2008, depois de 41 anos como CEO, e fundou o que se tornou Ryan Specialty Holdings dois anos depois.
Em 2021, Ryan trouxe RSH público em um IPO que valorizou a empresa em US$ 1,3 bilhão.
Ryan e sua esposa já eram os maiores benfeitores da história de Northwestern antes de anunciar um presente de $480 milhões para sua alma mater em 2021.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Patrick Ryan
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Patrick Ryan, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Seguros', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 58 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.