Patrick Drahi
Origem da fortuna: Telecom
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Biografia
O magnata das telecomunicações Patrick Drahi é o fundador e proprietário da multinacional Altice NV, que ele tomou privado em janeiro de 2021 com uma avaliação de US$ 7,3 bilhões.
A Drahi construiu a Altice com mais de 20 aquisições de operadoras de cabo e celular atrasados e expandiu-se ainda mais com negócios altamente alavancados.
Em 2021, ele gastou aproximadamente $4,2 bilhões para comprar uma participação de 18% no grupo BT gigante de telecomunicações britânico. Três anos depois, ele vendeu-o para a Bharti Global da Índia.
Ele invadiu os EUA em 2015 comprando uma participação de 70% no operador de cabo Suddenlink por $9 bilhões e tirando a Cablevision por $17,7 bilhões.
Essas entidades norte-americanas foram lançadas na Altice USA, que foi divulgada em junho de 2017.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Patrick Drahi
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Patrick Drahi, vinculada a Telecomunicações e 'Telecom', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 55 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.