Nancy Lerner
Origem da fortuna: Bancos, cartões de crédito
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Biografia
Nancy Lerner deve suas riquezas a seu pai bilionário, Al Lerner (m. 2002), e a sua fortuna bancária.
Al começou sua carreira como vendedor de móveis, investiu em imóveis da área de Cleveland e comprou o controle da Equitable Bancorp em 1981.
Equitable Bancorp e Maryland National formaram o cartão de crédito gigante MBNA, cuja fusão 2005 com o Bank of America criou uma empresa de US $ 35 bilhões.
Os Lerners compraram os Cleveland Browns em 1999 e venderam a equipe para Jimmy Haslam por cerca de US$ 1 bilhão em 2012.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Nancy Lerner
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Nancy Lerner, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Bancos, cartões de crédito', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.