Murat Vargi
Origem da fortuna: Telecom
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Biografia
Murat Vargi é o co-fundador do maior provedor de serviços móveis da Turquia, Turkcell, que se diversificou em imóveis e hotéis, startups e energia renovável.
Apesar de ter alienado a maior parte de sua participação na Turkcell, ele tem 80% da KVK, um distribuidor de telefones móveis que fornece uma rede de varejo com 1.000 outs.
A Dost Energy, da qual a Vargi é dona 51%, encontrou sucesso ao concentrar-se exclusivamente na produção de energia eólica.
Vargi é um investidor ativo. Em 2015, Gedik Yatırım e Vargi's MV Holding abriram um hub de inicialização em Istambul, StartersHub.
Entre seus investimentos de empreendimento está uma participação de 20% na PayCore, focada em serviços e soluções de sistemas de pagamento, além de detecção e prevenção de fraudes.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Murat Vargi
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Murat Vargi, vinculada a Telecomunicações e 'Telecom', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 7 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.