Mitchell Goldhar
Origem da fortuna: Imobiliária
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Biografia
Mitchell Goldhar fundou a empresa imobiliária SmartCentres no início da década de 1990, depois desenvolveu mais de 265 centros comerciais nas duas décadas seguintes.
Em maio de 2015, ele vendeu a maioria dos ativos do SmartCentre para SmartREIT (anteriormente Calloway REIT), por cerca de US$ 880 milhões em ações, dinheiro e dívida assumida.
Goldhar, que preside SmartREIT, também possui vários desenvolvimentos em todo o Canadá através de sua empresa privada Penguin Investments.
Isso inclui uma participação, juntamente com SmartREIT, no Centro Metropolitano de Vaughan, um mestre de 100 hectares planejado desenvolvimento ao norte de Toronto.
Goldhar possui equipe de futebol israelense Maccabi Tel Aviv FC, que venceu a liga de clube israelense em 2019. Joga squash, ténis e hóquei.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Mitchell Goldhar
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Mitchell Goldhar, vinculada a Imobiliário e 'Imobiliária', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 20 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.