Miguel Tomás Arrufat Pujol
Origem da fortuna: Tecnologia da educação
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Biografia
Miguel Tomás Arrufat Pujol fundou o grupo de educação on-line espanhol Proeduca Altus, que oferece cursos universitários credenciados online em toda a Espanha, América Latina e Estados Unidos.
A Arrufat Pujol, que lidera a Proeduca Altus desde sua criação em 2007, possui mais de 75% da empresa, que foi divulgada em 2019.
A Arrufat Pujol venderá cerca de um terço de sua participação no Proeduca Altus por mais de US$ 300 milhões como parte de um negócio privado que deverá fechar no segundo trimestre de 2025.
Arrufat Pujol era anteriormente o CEO de uma editora espanhola que se concentrava em livros didáticos antes de fundar Proeduca Altus.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Miguel Tomás Arrufat Pujol
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Miguel Tomás Arrufat Pujol, vinculada a Tecnologia e 'Tecnologia da educação', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 11 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.