Michael Rees
Origem da fortuna: Capital próprio
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Biografia
Michael Rees é co-fundador e co-presidente da Blue Owl, que gerencia US$ 250 bilhões e é formado em 2021 quando seu Dyal Capital fundiu-se com a Owl Rock Capital.
Dyal, desde renomeado Blue Owl GP Capital Estratégico, é conhecido por comprar participações minoritárias em mais de 60 outras empresas de private equity.
A divisão de Rees também investe em esportes profissionais, com um fundo que possui peças da NBA Phoenix Suns, Sacramento Kings e Atlanta Hawks.
Rees ainda lidera Blue Owl GP Capital Estratégico, que supervisiona $66 bilhões. O resto dos bens da empresa estão em crédito privado e imóveis.
Rees passou sete anos na Lehman Brothers e começou Dyal como uma subsidiária da Neuberger Berman, que comprou partes do Lehman falido em 2009.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Michael Rees
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Michael Rees, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Capital próprio', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 10 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.