Michael Moritz
Origem da fortuna: Capital de risco
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Biografia
O nativo de Gales, Michael Moritz, começou como jornalista na Time Magazine depois de imigrar para a América em 1976.
Moritz escreveu uma biografia de Steve Jobs e Apple, "The Little Kingdom", enquanto ele era chefe do escritório da Time em São Francisco.
Depois de fazer o salto para a empresa de capital de risco Sequoia Capital, Moritz investiu em empresas como Google, LinkedIn e PayPal.
Ele se afastou de um papel de liderança na Sequoia em 2012, depois de ser diagnosticado com uma condição médica rara e não revelada.
Em 2023, Sequoia anunciou em carta aos seus sócios limitados que Moritz tinha deixado a empresa após 38 anos.
Moritz disse na carta que ele pretendia mudar o foco para Sequoia Heritage, um negócio de gestão de riqueza que funciona independentemente para a prática de empreendimento.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Michael Moritz
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Michael Moritz, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Capital de risco', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 58 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.