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Michael Milken
#537

Michael Milken

Origem da fortuna: Investimentos

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Biografia

Mike Milken se juntou ao banco Drexel Burnham Lambert em 1969 e expandiu o mercado de títulos de alto rendimento.

Ele foi banido da indústria de valores mobiliários após se declarar culpado de fraude em 1990. Em fevereiro de 2020, o presidente Trump o perdoou.

Milken preside o think tank do Instituto Milken, que produz a Conferência Global Milken anual em Los Angeles, os Davos da Costa Oeste.

Seus investimentos incluem private equity, hedge funds, venture capital e mais de uma empresa de gestão de ativos.

Doou 500 milhões de dólares da sua fortuna no Center For Advancing The American Dream em Washington DC, que, incluindo fundos externos, deverá custar 1 bilhão de dólares.

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A grande mentira das megafortunas: O caso de Michael Milken

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Michael Milken, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 53 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.4 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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