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#3155

Maxim Shubarev

Origem da fortuna: Imóveis

Patrimônio líquido

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Módulos

Biografia

Maxim Shubarev é o fundador do Setl Group, um dos maiores desenvolvedores imobiliários da Rússia.

Shubarev trabalhou pela primeira vez como um montador de equipamentos de rádio antes de começar Petersburg Real Estate na década de 1990.

Em 2006, a empresa mudou seu nome para Setl Group.

A empresa construiu cerca de 350 edifícios de apartamentos em três décadas.

Ativos Financeiros

Informação de ativos financeiros não disponível.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Maxim Shubarev

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Maxim Shubarev, vinculada a Imobiliário e 'Imóveis', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 8 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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