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#3179

Marco Squinzi

Origem da fortuna: Produtos químicos

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Biografia

Marco Squinzi é co-CEO e sócio-proprietário da MAPEI, fabricante de produtos químicos utilizados na construção em Milão, Itália.

Ele e sua irmã Veronica tornaram-se co-CEOs em julho de 2019, três meses antes da morte de seu pai Giorgio, que assumiu a empresa em 1984.

A MAPEI foi fundada pelo pai de Giorgio, Rodolfo, em 1937; seus produtos foram usados para restaurar o Coliseu em Roma e no metrô da Cidade do Panamá.

Marco compartilha a propriedade da MAPEI com Veronica e sua prima Simona Giorgetta, que detém a maior participação da empresa.

Juntamente com sua irmã e seu primo, ele também possui o time de futebol italiano Sassuolo Calcio, que Giorgio adquiriu em 2003.

Ativos Financeiros

Informação de ativos financeiros não disponível.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Marco Squinzi

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Marco Squinzi, vinculada a Construção e Engenharia e 'Produtos químicos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 8 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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