Marc Rowan
Origem da fortuna: Capital próprio
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Biografia
Marc Rowan é o CEO e co-fundador da Apollo Global Management, uma das maiores empresas de private equity dos EUA, com 785 bilhões de dólares em ativos.
Rowan conheceu os cofundadores Leon Black e Joshua Harris enquanto trabalhava no banco de investimentos Drexel Burnham Lambert.
O trio fundou Apollo em 1990, depois que Drexel entrou em falência após uma escassez de dinheiro causada por tumulto no mercado de títulos de sucata.
Rowan e seus co-fundadores tornaram a Apollo Global pública em 2011.
Rowan substituiu Black como CEO da Apollo em 2021, depois que este último entrou em meio a controvérsias em torno de sua longa relação com o predador sexual Jeffrey Epstein.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Marc Rowan
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Marc Rowan, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Capital próprio', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 61 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.