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#3367

Maky Zanganeh

Origem da fortuna: Biotecnologia

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Biografia

Maky Zanganeh é co-CEO de Summit Therapeutics, uma empresa de biotecnologia com um promissor candidato a drogas para tratar câncer de pulmão. Ela tem menos de 5% das acções da empresa.

Zanganeh, um imigrante do Irã, serviu anteriormente como chefe de operação da empresa farmacêutica Pharmacíclicas, que foi adquirida pela AbbVie por 21 milhões de dólares em 2015.

Zanganeh veio pela primeira vez para os Estados Unidos para trabalhar para a empresa de cirurgia robótica Computer Motion em 2002 após executar as operações europeias da empresa.

Zanganeh dirige Summit Therapeutics como co-CEO com Robert (Bob) Duggan, que se tornou um bilionário depois de investir e executar Farmacíclicas. Ela e Duggan se casaram em 2024.

Ela treinou como dentista na universidade em Estrasburgo, França, e depois obteve um MBA enquanto trabalhava na Computer Motion.

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A grande mentira das megafortunas: O caso de Maky Zanganeh

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Maky Zanganeh, vinculada a Saúde e 'Biotecnologia', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 7 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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