M.A. Yusuff Ali
Origem da fortuna: Retalho
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Biografia
O rei do varejo do Oriente Médio, M.A. Yusuff Ali, preside a mais de US$ 7,3 bilhões (receitas) LuLu Retail, com 240 hipermercados e shoppings no Golfo e em outros lugares.
Vindo de uma aldeia no estado de Kerala, no sul da Índia, Yusuff Ali partiu para Abu Dhabi em 1973 para se juntar ao pequeno negócio de distribuição de seu tio.
Em 2024, Yusuff Ali listou o negócio de varejo na bolsa de valores Abu Dhabi, arrecadando US$ 1,7 bilhões.
Yusuff Ali tem uma participação minoritária no Aeroporto Internacional de Cochin e senta-se em seu conselho. O aeroporto funciona com energia solar.
Outros ativos incluem o Waldorf Astoria na Escócia e o Great Scotland Yard Hotel, a antiga sede da Polícia Metropolitana do Reino Unido.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de M.A. Yusuff Ali
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de M.A. Yusuff Ali, vinculada a Moda e Varejo e 'Retalho', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 39 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.