Lyudmila Kogan
Origem da fortuna: banca
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Biografia
Lyudmila Kogan é viúva e herdeira de Vladimir Kogan, o proeminente empresário russo, que morreu em 2019.
No final da década de 1980 Vladimir Kogan tinha laços com o grupo de jovens economistas "leningrado", como Anatoly Chubais, o futuro padrinho da privatização tortuosa russa, e Alexei Kudrin, o futuro ministro das finanças da Rússia. Em 1990 Kogan reuniu-se
Vladimir Kogan foi o principal acionista do PromStroyBank de São Petersburgo, um grande banco russo. Em 2004, vendeu banco a VTB estatal e dirigiu a construção da Barragem de São Petersburgo, a 25 k
Em 2015, Vladimir Kogan comprou uma participação importante no Uralsib Bank por valor nominal. Anteriormente, o Banco Uralsib enfrentou problemas financeiros, e o Banco Central da Rússia escolheu Kogan como novo investidor para o banco.
Agora Lyudmila Kogan é o principal acionista do Uralsib Bank, top-20 dos bancos russos. Ela também possui uma grande empresa de leasing Interleasing.
Ela tem participações no grupo de empresas imobiliárias e de desenvolvimento sob a marca BFA-Desenvolvimento.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Lyudmila Kogan
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Lyudmila Kogan, vinculada a Finanças e Investimentos e 'banca', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.