Louis Bacon
Origem da fortuna: Fundos de cobertura
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Biografia
Uma das lendas de Wall Street, Louis Bacon cortou os dentes como comerciante de mercadorias e moedas, ganhando grandes lucros no acidente de 1987.
Ele criou o fundo de cobertura Moore Capital em 1989 usando lucros comerciais e uma pequena herança.
Bacon anunciou que estava fechando seu fundo de cobertura e retornando o dinheiro dos investidores em novembro de 2019, citando anos de "resultados decepcionantes".
Moore Capital ainda gerencia dinheiro interno e marcou 70% de retornos em 2020 para Bacon e seus funcionários.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Louis Bacon
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Louis Bacon, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Fundos de cobertura', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 7 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.