Lin Muqin
Origem da fortuna: Bebidas
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Biografia
Lin Muqin é o presidente e CEO do fabricante de bebidas energéticas de Xangai Eastroc Beverage.
O magnata começou como um técnico em uma empresa de construção estatal, e mais tarde encontrou um emprego em uma empresa de bebidas baseada em Shenzhen.
Em 1997 juntou-se a Eastroc, então um negócio de bebidas do estado, como seu vice-presidente. Lin supostamente juntou mais de 4 milhões de yuans ($570.000) para adquirir essa empresa no início dos anos 2000.
O magnata logo se concentrou em fazer bebidas energéticas. Ele conseguiu construir Eastroc no maior fabricante de bebidas energéticas da China por volume de vendas em parte através da oferta de produtos a preços mais baratos.
Eastroc diversificou-se em outros segmentos de mercado, incluindo café e bebidas à base de chá.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Lin Muqin
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Lin Muqin, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Bebidas', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 63 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 4.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.