Liesel Pritzker Simmons
Origem da fortuna: Hotéis, investimentos
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Biografia
Liesel Pritzker Simmons e seu irmão Matthew Pritzker processaram sua família por um pedaço de sua fortuna Hyatt Hotels e receberam cerca de 500 milhões de dólares cada em 2005.
Seu tio Jay Pritzker (m. 1999) fundou a cadeia hoteleira e seu tio Donald Pritzker (m. 1972) geriu e desenvolveu.
Seu pai Robert Pritzker (m. 2011) comandou o conglomerado industrial da família Marmon Group, que foi adquirido por Berkshire Hathaway em uma série de transações com início em 2008.
Três dos enteados de Matthew e Liesel, sete primos e o primo do pai, Nick Pritzker, também são bilionários.
Liesel co-fundada e executa investimento de impacto empresa Blue Haven Iniciativa com seu marido Ian Simmons.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Liesel Pritzker Simmons
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Liesel Pritzker Simmons, vinculada a Diversificado e 'Hotéis, investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 15 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.