Lia Maria Aguiar
Origem da fortuna: banca
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Biografia
Lia Maria Aguiar herdou uma fortuna bancária de seu falecido pai, Amador Aguiar, fundador do Bradesco, um dos maiores bancos do Brasil.
Lia Aguiar e sua irmã gêmea Lina foram adotadas pelo fundador Bradesco Amador Aguiar depois de serem abandonadas em frente a uma filial Bradesco em São Paulo.
Aguiar lutou uma longa batalha judicial sobre a vontade de seu pai com sua segunda esposa, com quem ele se casou menos de cinco meses antes de sua morte.
A Aguiar também detém ações da Bradespar, braço não financeiro do banco, que é negociado publicamente e é especializada em investimentos industriais.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Lia Maria Aguiar
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Lia Maria Aguiar, vinculada a Finanças e Investimentos e 'banca', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 7 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.