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Biografia
Leonid Mikhelson é o fundador e presidente do produtor de gás natural Novatek.
Em 2017 ele comprou uma participação de 17% na empresa petroquímica Sibur de Kirill Shamalov, Putin relatou ex-sogro, aumentando sua participação para 48%; ele agora detém pouco mais de 30%.
Em 2021, a Sibur fundiu-se com o TAIF Group, com extensos ativos na República do Tartarstão; entre os proprietários da TAIF estão os filhos do primeiro presidente do Tartarstão.
Mikhelson gastou mais de US$ 470 milhões transformando uma usina em frente ao Kremlin em um espetacular espaço de arte GES-2, que abriu no final de 2021.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Leonid Mikhelson
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Leonid Mikhelson, vinculada a Energia e 'Gás, produtos químicos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 193 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 12.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.