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Len Blavatnik
#60

Len Blavatnik

Origem da fortuna: Música, produtos químicos

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Biografia

Nascido na Ucrânia, criado ao norte de Moscou, Len Blavatnik imigrou para os EUA em 1978 com sua família; estudou ciência da computação na Universidade de Columbia e recebeu um MBA da Harvard Business School.

Ele fez uma fortuna inicial da empresa petrolífera russa TNK-BP, incluindo bilhões de dividendos pagos pela joint venture e a venda de sua participação em 2013 por $7 bilhões.

Depois de comprar a Warner Music em 2011 por US$ 3,3 bilhões, ele tornou a empresa pública em junho de 2020 em quádruplo do valor.

Sua empresa de investimento Access Industries detém participações na empresa de produtos químicos LyondellBasell, conglomerado de energia Calpine e site de venda de casas Opendoor.

Blavatnik diz que deu ou prometeu mais de 1 bilhão de dólares à filantropia, principalmente a universidades, incluindo Oxford, Stanford, Harvard e Yale.

Ele é um cidadão duplo dos Estados Unidos e do Reino Unido.

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A grande mentira das megafortunas: O caso de Len Blavatnik

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Len Blavatnik, vinculada a Diversificado e 'Música, produtos químicos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 243 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 15.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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