Lei Jun
Origem da fortuna: Telefones inteligentes, automóveis
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Biografia
Lei Jun é cofundadora, presidente e CEO da Xiaomi, uma das marcas de smartphones mais populares do mundo.
Mais conhecido por seus dispositivos de valor-para-dinheiro, Xiaomi também tem tentado quebrar o mercado high-end.
A empresa também está fazendo incursões no mercado de veículos elétricos, depois que Lei anunciou sua ambição EV em 2021.
Até agora, Xiaomi lançou o sedan elétrico SU7 e o YU7 SUV elétrico. Ambos os modelos são conhecidos por seus preços acessíveis e design elegante.
Lei é também o presidente da empresa de software listada em Hong Kong Kingsoft e um investidor em JOYY, uma plataforma de transmissão ao vivo e mídia social listada na Nasdaq anteriormente conhecida como YY.com.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Lei Jun
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Lei Jun, vinculada a Tecnologia e 'Telefones inteligentes, automóveis', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 161 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 10.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.