Kenneth Dart
Origem da fortuna: Investimentos
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Biografia
Kenneth Dart é um herdeiro da fortuna da taça de espuma Dart Container e um investidor com sede nas Ilhas Cayman.
Nascido em Michigan, ele renunciou à sua cidadania americana em 1994, obteve cidadania de Belize e mudou-se para as Ilhas Cayman sem impostos.
Investiu parte de sua fortuna em dívidas soberanas angustiadas da Grécia para a Argentina e fez grandes lucros rejeitando acordos de reestruturação.
Seus maiores ativos são participações em empresas de tabaco British American Tobacco e Imperial Brands, que se tornaram conhecimento público no final de 2020.
Ele também é proprietário de imóveis significativos no desenvolvimento de frente para a baía de Camana nas Ilhas Cayman, um país onde ele também tem cidadania.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Kenneth Dart
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Kenneth Dart, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 27 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.