Josh Harris
Origem da fortuna: Capital próprio
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Biografia
Josh Harris co-fundou a empresa de investimento alternativo Apollo Global Management em 1990 com outros bilionários Leon Black e Marc Rowan.
O trio reuniu-se no banco de investimento Drexel Burnham Lambert, e saiu por conta própria depois que a empresa perturbada entrou em falência.
Depois de abandonar a Apollo em 2022, Harris fundou a 26North, outra empresa de investimento que agora tem 28 bilhões de dólares em ativos sob gestão.
Harris liderou um grupo que comprou os Washington Commanders da NFL por $6,05 bilhões em 2023 e serve como sócio-gerente da equipe.
Ele e David Blitzer também fundaram Harris Bltizer Sports & Entertainment, que possui o Philadelphia 76ers, New Jersey Devils e outros ativos esportivos.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Josh Harris
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Josh Harris, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Capital próprio', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 80 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 5.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.