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#3270

Jorge Feffer

Origem da fortuna: pasta e papel

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Biografia

Jorge Feffer é um dos quatro irmãos bilionários que controlam Suzano, um gigante brasileiro de papel fundado pelo avô.

Em janeiro de 2019, Suzano completou uma aquisição de cerca de US$ 7,5 bilhões da indústria brasileira de celulose e papel Fibria.

Foi vice-diretor de Suzano entre 2013 e 2015.

Jorge fez parceria com uma editora brasileira em uma série de livros conhecida como Biblioteca de Críticos Sociais, com trabalhos de autores como o filósofo Leo Strauss.

Seu avô, um imigrante ucraniano, fundou a empresa em 1924.

Ativos Financeiros

Bolsa
SAO PAULO
Ticker
SUZB3-BR
Empresa
Suzano Papel e Celulose S/A

A grande mentira das megafortunas: O caso de Jorge Feffer

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Jorge Feffer, vinculada a Manufatura e 'pasta e papel', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 7 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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