Jane Goldman
Origem da fortuna: Imobiliária
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Biografia
Jane Goldman é a única bilionária americana a gerir uma empresa imobiliária. Ela lidera a Solil Management, que ela possui com seus três irmãos.
A filha mais nova de Sol Goldman (m. 1987), uma vez o maior proprietário de Nova Iorque, ela supervisiona um portfólio que inclui pelo menos 400 propriedades.
Os troféus incluem apartamentos no Upper East Side e o bloco de terra em Manhattan, que inclui a Torre Olímpica e a Mansão Cartier.
A família também possui 17% de participação nos desenvolvimentos do World Trade Center em Manhattan.
Seu irmão Allan é co-presidente, mas tem tomado um assento traseiro nos últimos anos. As suas irmãs Amy e Diane Kemper são conselheiros superiores.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Jane Goldman
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Jane Goldman, vinculada a Imobiliário e 'Imobiliária', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 8 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.