J. Christopher Flowers
Origem da fortuna: Investimentos
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Biografia
J. Christopher Flowers dirige empresa de private equity J.C. Flowers & Co., que se concentra no setor de serviços financeiros.
Flowers estudou matemática em Harvard e se juntou à Goldman Sachs em 1979, tornando-se sócio em 1988.
Em 2000 comprou um banco japonês assediado, Long Term Credit Bank, que tinha sido nacionalizado em 1998.
Ele revendeu o negócio ao público sob o apelido Shinsei Bank em 2004; os parceiros colheram US$ 2,3 bilhões.
Em 2008, ele ajudou a aconselhar Bank of America e Merrill Lynch sobre sua fusão.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de J. Christopher Flowers
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de J. Christopher Flowers, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.