Henry Samueli
Origem da fortuna: Semicondutores
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Biografia
Henry Samueli é cofundador e presidente do chipmaker Broadcom.
Samueli começou Broadcom com Henry Nicholas em 1991 em um condomínio Redondo Beach, Califórnia.
Samueli e sua esposa compraram os Patos Anaheim da NHL por 70 milhões de dólares em 2005. A franquia vale agora mais de 1 bilhão de dólares.
Os Samuelis doaram 200 milhões para a Universidade da Califórnia, Irvine em 2017. O presente foi o maior da história da escola.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Henry Samueli
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Henry Samueli, vinculada a Tecnologia e 'Semicondutores', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 268 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 17.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.