Henry Nicholas III
Origem da fortuna: Semicondutores
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Biografia
Henry Nicholas III e sócio de negócios Henry Samueli co-fundaram a empresa de semicondutores de fábulas Broadcom em 1991 em um condomínio Redondo Beach, Califórnia.
Nicholas se demitiu como CEO da Broadcom em 2003, cinco anos depois de tornar a empresa pública.
Ele agora está focado em aprovar uma lei de direitos das vítimas do crime conhecida como Lei de Marsy, nomeada pela sua irmã assassinada, que foi adoptada por 12 estados.
Em 2019, Nicholas foi acusado de cinco acusações de tráfico de drogas depois que a polícia encontrou heroína e metanfetamina em seu quarto de hotel em Las Vegas.
Ele aceitou um acordo, concordando em ir ao aconselhamento de drogas e doar 500 mil dólares para centros de tratamento.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Henry Nicholas III
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Henry Nicholas III, vinculada a Tecnologia e 'Semicondutores', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 171 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 11.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.