George Marcus
Origem da fortuna: Imobiliária
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Biografia
O corretor imobiliário da San Francisco Bay Area George Marcus está no negócio há mais de 40 anos.
A maior parte de sua fortuna está em uma participação de 35% em Marcus & Millichap, a corretora de imóveis que ele fundou em 1971.
Marcus & Millichap é especialista em imóveis comerciais nos EUA e Canadá, fechando quase 9.000 transações avaliadas em $42,3 bilhões em 2016.
Marcus também controla uma participação de 3% no Essex Property Trust, um REIT que ele fundou que possui mais de 60.000 apartamentos ao longo da Costa Oeste.
Marcus também tem participação em várias empresas privadas de imóveis e investimentos, incluindo SummerHill Housing Group e Pacific Urban Residencial.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de George Marcus
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de George Marcus, vinculada a Imobiliário e 'Imobiliária', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 11 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.