George Argyros
Origem da fortuna: Imóveis, investimentos
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Biografia
O neto de imigrantes gregos, George Argyros trabalhou seu caminho através do ensino médio e da faculdade no sul da Califórnia como um paperboy e mercearia.
Argyros, um magnata imobiliário, fundou a empresa imobiliária Arnel & Affiliates no sul da Califórnia em 1968 e serve como seu CEO.
A empresa possui 5.500 apartamentos em Orange County, Califórnia e quase 2 milhões de metros quadrados de imóveis comerciais no sul da Califórnia.
Argyros foi embaixador dos Estados Unidos na Espanha e Andorra entre 2001 e 2004.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de George Argyros
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de George Argyros, vinculada a Imobiliário e 'Imóveis, investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 23 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.