Francisco Jose Riberas Mera
Origem da fortuna: Aço, autopeças
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Biografia
Francisco José Riberas Mera e seu irmão bilionário Juan Maria cada um possui cerca de 25% da empresa de autoparts listados Gestamp Automocion.
Francisco é presidente executivo da Gestamp Automocion, que participou da bolsa de valores de Madrid em 2017.
A empresa opera em mais de 20 países e conta com 44 mil funcionários.
Os irmãos são os maiores acionistas do fabricante de componentes de automóveis listados em Madrid CIE Automotive.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Francisco Jose Riberas Mera
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Francisco Jose Riberas Mera, vinculada a Manufatura e 'Aço, autopeças', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 11 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.