Francesco Gaetano Caltagirone
Origem da fortuna: Cimento, diversificado
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Biografia
Francesco Gaetano Caltagirone é presidente da Caltagirone, uma holding com interesses em construção, cimento, imóveis, finanças e publicação.
Sua família, que vem da Sicília, estava nos negócios de construção e imóveis, que ele expandiu e levou para outros setores.
Em 1999, depois de comprar vários jornais, ele construiu o grupo de mídia Caltagirone Editore, o sexto maior editor de jornais da Itália.
A maior parte de sua riqueza está agora em jogo em duas empresas de capital aberto: companhia de seguros Assicurazioni Generali e cimento gigante Cementir.
Caltagirone juntou-se à família bilionária Del Vecchio para adquirir participações significativas em Banca Monte dei Paschi di Siena em 2024 e 2025. Em 2025, o banco lançou uma aquisição bem sucedida do banco de investimento Mediobanca.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Francesco Gaetano Caltagirone
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Francesco Gaetano Caltagirone, vinculada a Construção e Engenharia e 'Cimento, diversificado', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 93 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 5.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.