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Biografia
Farkhad Akhmedov começou a vender zibelinas russas na Bolsa de Mercadorias de Londres.
Em 1987, fundou a Tansley Trading, que fornecia equipamentos aos produtores russos de gás.
Seis anos depois, tornou-se acionista minoritário em Nortgas, uma empresa de petróleo e gás na Sibéria.
Em 1998, comprou a participação de 44% de outro investidor, Bechtel Energy, e tornou-se presidente da Nortgas.
Ele vendeu essa participação em 2012 por US$ 1,4 bilhão.
Em 2016, um juiz do Supremo Tribunal do Reino Unido ordenou que Akhmedov pagasse a sua ex-mulher 454 milhões de libras britânicas, mas ele recusou. Em 2021, Tatiana aceitou dinheiro e arte e a disputa de divórcio foi resolvida.
Está sob sanções da UE e do Reino Unido desde abril de 2022. Em junho de 2022 seu iate Luna, avaliado em cerca de 500 milhões de dólares, foi congelado na Alemanha; Em Setembro de 2023, a UE retirou as suas sanções contra Akhmedov.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Farkhad Akhmedov
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Farkhad Akhmedov, vinculada a Energia e 'Investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 12 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.