Fang Wei
Origem da fortuna: Aço
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Biografia
Fang Wei cadeiras Grupo Fangda, um conglomerado com sede na província nordeste de Liaoning com interesses em aviação, produtos farmacêuticos, aço e novos materiais.
O grupo controla várias empresas listadas, incluindo a Fangda Carbon New Material e a Fangda Special Steel Technology.
Nascido em uma área rural aflita, Fang ajudou sua família a reciclar sucata de metais quando era jovem.
Mais tarde, ele construiu um vasto império empresarial através da aquisição de empresas financeiramente estressadas e da transformação de suas operações.
Seus acordos mais conhecidos incluem o investimento de 2022 de US$ 1,6 bilhão na Hainan Airlines, depois que o antigo proprietário do HNA Group foi forçado a diminuir o tamanho em meio à repressão de Pequim em aquisições de dívida alimentadas no exterior.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Fang Wei
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Fang Wei, vinculada a Manufatura e 'Aço', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 25 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.