Ernest Garcia II
Origem da fortuna: Carros usados
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Biografia
Ernest Garcia, II é o maior acionista da Carvana, uma plataforma online para vender carros usados e fazer empréstimos de automóveis que realizaram um IPO em 2017.
Garcia II também possui e corre DriveTime Automotive, o quarto maior varejista usado do país.
O filho de Garcia, Ernest Garcia III, fundou Carvana como uma subsidiária da DriveTime e mais tarde girou para fora.
Em 1990, quando ele tinha 33 anos, Garcia se declarou culpado de uma acusação de fraude bancária relacionada com seus negócios com Lincoln Savings & Loan.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Ernest Garcia II
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Ernest Garcia II, vinculada a Automotivo e 'Carros usados', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 166 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 10.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.