Edward Kwok
Origem da fortuna: Imobiliária
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Biografia
Edward Kwok é o filho mais velho do magnata Raymond Kwok, presidente da Sun Hung Kai Properties, um dos maiores desenvolvedores de Hong Kong.
Ele é um diretor alternativo da empresa para seu pai desde 2012, quando Raymond e seu tio Thomas se envolveu em uma investigação de suborno.
Seu pai foi absolvido, mas Thomas foi considerado culpado de subornar um funcionário do governo e condenado a cinco anos de prisão em 2014.
Ele entrou para Sun Hung Kai em 2010 e é um gerente de vendas e projetos, responsável pelo planejamento e marketing dos projetos residenciais do grupo Hong Kong.
Um contador certificado, ele trabalhou para a firma de auditoria internacional Deloitte antes de entrar para o negócio da família.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Edward Kwok
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Edward Kwok, vinculada a Imobiliário e 'Imobiliária', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 15 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.