David Wertheim
Origem da fortuna: Coca-Cola Israel
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Biografia
David Wertheim é filho do falecido Moshe Wertheim (m. 2016), fundador da Central Bottling Company, o engarrafador de Coca-Cola de Israel. É dono de 63% da empresa.
Antes de morrer, Moshe Wertheim deu o negócio de engarrafamento, bem como suas ações no Mizrahi Tefahot Bank e Alony Hetz,. a David e sua irmã Drorit,
Em 2018, ele comprou ações da sua irmã bilionária Alony Hetz, vendeu-as por causa das regras antimonopólio israelenses, e é o acionista controlador de Mizrahi Tefahot, o terceiro maior banco do país.
Ele fundou e controla o Keshet Media Group, que controla o canal de TV Keshet 12, CH12 News, e sites Mako.co.il e N12.co.il.
Ele é o fundador e CEO da M. Wertheim (Holdings) Ltd., cujos investimentos incluem ações públicas Alony Hetz Properties & Investments.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de David Wertheim
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de David Wertheim, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Coca-Cola Israel', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 28 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.