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#3189

David Feffer

Origem da fortuna: Papel e celulose

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Biografia

David Feffer é o filho mais velho de Max Feffer, cujo pai imigrante Leon Feffer lançou o negócio da família.

Seu avô Leon Feffer fundou a empresa brasileira Suzano em 1924.

David e seus três irmãos - Daniel, Jorge e Ruben - cada um herdou ações em Suzano; David e Daniel também são membros do conselho de administração da empresa.

Suzano adquiriu a Fibria em janeiro de 2019 por cerca de US$ 7,5 bilhões, criando o maior produtor brasileiro de papel.

David é presidente do conselho de administração de Suzano e lidera o braço de investimento da família desde 2003.

Ativos Financeiros

Bolsa
SAO PAULO
Ticker
SUZB3-BR
Empresa
Suzano Papel e Celulose S/A

A grande mentira das megafortunas: O caso de David Feffer

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de David Feffer, vinculada a Manufatura e 'Papel e celulose', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 8 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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