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David Duffield
#299

David Duffield

Origem da fortuna: Software de negócios

Patrimônio líquido

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Módulos

Biografia

David Duffield co-fundou não apenas uma, mas duas empresas de software empresariais de sucesso após os 40 anos: PeopleSoft e Workday.

Demitiu-se como presidente da Workday em 2021; co-fundou a empresa de RH e software financeiro em 2005 e tornou-a pública em 2012.

Duffield co-fundou a PeopleSoft aos 47 anos em 1987 e vendeu-a à Oracle por 10,7 bilhões de dólares em dinheiro em 2005.

Ele fundou sua sexta empresa de software empresarial, Ridgeline, em 2017, e é presidente da empresa de software em nuvem para gerentes de investimento.

Ele gastou mais de US $ 900 milhões apoiando o bem-estar animal, educação e outras causas, principalmente através de sua fundação familiar e Fundo de Maddie.

Ativos Financeiros

Bolsa
NASDAQ
Ticker
WDAY-US
Empresa
Workday, Inc.

A grande mentira das megafortunas: O caso de David Duffield

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de David Duffield, vinculada a Tecnologia e 'Software de negócios', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 81 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 5.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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